sábado, 21 de janeiro de 2012

Uma palavra com profundo sentido

O Fato
Vários ministros deixaram o governo federal ao longo de 2011. Demitidos por iniciativa própria ou por decisão da presidente Dilma, as saídas foram motivadas por denuncias de corrupção em seus ministérios. Denúncias que envolviam ou não os referidos titulares. Denuncias que estão sendo  investigadas e se comprovadas deverão levar os envolvidos aos tribunais para o julgamento e possíveis condenações. Tudo, como soe acontecer num país democrático onde vige o Estado de Direito, como o nosso.

O julgamento da mídia
Ocorre que nas notas e comentários que emitem jornalistas, âncoras e colunistas da mídia partidária -  as velhas corporações conhecidas como Folha, Estadão, Globo, Abril et caterva  -
da qual, inclusive partiu a maioria das denuncias,  exala um forte cheiro de linchamento a enebriar nossas mentes com a classificação dos tais titulares defenestrados  como  indiscutivelmente  corruptos. 
Hoje, no entanto chocou-me ouvir , com todas as letras, vírgulas e acentos, o “primaz” do jornalismo da rede Bandeirantes, o Sr. Fernando Mitre, dizer  sem indiretas ou meias palavras, em meio a um comentário sobre a reforma ministerial a ser feita pela presidente, que o ano de 2011 assistiu  a uma “sequência de quedas de ministros ENVOLVIDOS  em corrupção”. Notem bem, o jornalista, e supostamente a empresa da qual faz parte, já investigaram, julgaram e condenaram os ministros assumindo, indevidamente pois,  o papel de polícia, tribunal e juízes.

Isso é fraude, e uma postura ditatorial de quem exerce todos os poderes enquanto  posa de defensor da democracia e da liberdade de expressão.

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