quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Relatório RSF revela situação difícil da liberdade de imprensa no mundo

Segundo a entidade Repórteres Sem Fronteira o ano de 2011 piorou muito para o trabalho da imprensa.
São poucos os países onde a situação é considerada boa: Noruega, Finlândia, Estónia, Holanda, Áustria, Islândia, Luxemburgo, Suíça, Cabo Verde e Canadá ocupam as dez primeiras posições desta lista - são os países onde os jornalistas têm a liberdade devida para trabalhar e informar o público.
As ditaduras (Coreia do Norte, Síria, Iram) ocupam obviamente os últimos lugares da lista elaborada pelos Repórteres Sem Fronteiras (RSF) sobre o estado da liberdade de imprensa em 2011.
Mas, para além destes países, onde são conhecidos os casos de censura e de limitação à liberdade da imprensa, 2011 não foi um ano bom para a atividade jornalística. O relatório da RSF sublinha que as democracias históricas - como a França, Itália, Reino Unido, Espanha ou Estados Unidos "deveriam dar o exemplo", mas isso não está a acontecer. Estes países estão muito longe dos lugares topo da lista elaborada pela RSF. "Em alguns países europeus sentimos uma degradação da situação, com perseguições nas redações, jornalistas acusados e pesados processos judiciais", explicou à AFP Jean-François Julliard, secretário geral da RSF. "Temos a sensação que existe nestes países uma tentação de controlar a informação, que se nota mais em 2011 do que havia há dez anos."
Nos Estados Unidos, 25 jornalistas foram submetidos em 2011 a prisões e agressões policiais enquanto faziam a cobertura dos movimentos contestatórios. Os EUA estão na 47ª posição da lista (em 2010 estavam em 20º lugar).
Sem  explicitar que ações do governo brasileiro contribuiram para tolher a liberdade de imprensa no país, a RSF afirma que o Brasil caiu 41 posições no Ranking de Liberdade de Imprensa. O país caiu do 58º lugar, que ocupava em 2010, para o 99º, no levantamento 2011-2012 divulgado nesta quarta-feira.

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